O Filme da Minha Vida

Esta vida terrena é marcada por chegadas e partidas.

Ninguém escolheu o dia em que chegou a este mundo, e não é possível saber o dia em que seremos chamados a deixar tudo o mais para trás e partir, a embarcar na Grande Partida.

Algumas tradições religiosas ensinam que, no momento da morte, a alma recém-liberta da matéria recorda cada instante da vida terrena que acabou de deixar para trás.

“Eis o filme da tua vida…”

Cada ato praticado, grande ou aparentemente insignificante, as boas ações e as constrangedoras, as realizadas à luz do dia ou na calada da noite, são mostrados sem nenhum embelezamento.

Frente a frente com o nosso registro, a mostrar tanto as virtudes, quanto as falhas. A nossa consciência a nos julgar se soubemos fazer bom uso das nossas horas.

Muitas tradições definem o próximo mundo como “O Mundo da Verdade”, porque lá reconheceremos claramente o valor das ações que praticamos…

O “filme da vida” não tem pré-estreia, e uma vez concluído não haverá mesa de edição, não admitindo cortes, nem adições.

Existe uma tradição judaica que vai mais além, e menciona um segundo filme, um filme que mostra como a vida da pessoa poderia ter sido se as escolhas certas tivessem sido feitas, as oportunidades, aproveitadas, o potencial, utilizado.

Este segundo filme, – a dor do potencial desperdiçado -, seria mais difícil de suportar…

Todas as boas ações por praticar, os frutos e as flores que jamais brotaram porque falhamos em aproveitar as oportunidades, agora irremediavelmente e definitivamente perdidas.

Veremos refletidos no Espelho da Justiça todos os episódios da nossa vida…

A cada novo dia, a cada momento, fazemos escolhas e nos deparamos com oportunidades.

Somos nós roteiristas, diretores e atores do filme que está sendo rodado, filme este que, mais dia menos dia, seremos chamados a assistir.

A nós, e a mais ninguém, compete decidir as ações que praticamos, e o rumo que damos à nossa vida.

Podemos:

– Ser solidários, ou ser indiferentes;

– Ser generosos, ou ser mesquinhos;

– Purificar o nosso coração, ou corrompê-lo…

A cada escolha, filmamos uma cena do filme das nossas vidas…

Cultive o hábito de dedicar parte do teu tempo para refletir sobre o propósito da existência.

Esta vida terrena representa o estágio probatório da Eternidade.

Devemos manter amplo o nosso campo de visão e atuação, num mundo onde tantos se contentam em fechar-se em si, cuidando unicamente dos seus pequenos interesses pessoais.

Dê ouvidos às canções do espírito, às melodias d’alma, e serão elas o teu passaporte para a eternidade.

“Não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem…” Jesus Cristo Novo Testamento S. Lucas 6, 43-45.

Ficamos agora com a difícil reflexão de como anda o filme da nossa vida, será agradável de assistir? Estamos fazendo o nosso melhor enquanto diretor/roteirista/ator?

Um filósofo contemporâneo Mário Sérgio Cortella fala muito em:

– Darmos nosso melhor e evitarmos a mediocridade

– Sermos nossa melhor versão

Ele diz:

“Não é o melhor do mundo. É o teu melhor na condição que você tem enquanto não tem condições melhores para fazer melhor ainda. Pergunto de novo, mas não responda ainda, você está fazendo o teu possível ou o teu melhor? Porque se você ou eu podendo fazer o meu melhor, me contento com o possível, eu caio num lugar perigoso chamado ‘mediocridade’. Uma pessoa medíocre é aquela que é morna. Que está na média. Que não é quente e nem fria.

Lembra quando você chegava da escola com o boletim escrito: 6,0 e você dizia: ‘deu pra passar’. Isso é mediocridade. Porque uma pessoa medíocre é aquela que podendo fazer o seu melhor se contenta em fazer só possível.

Mediocridade é falta de capricho. Capricho é você fazer o teu melhor na condição que você tem. Eu no Paraná, quantas vezes, caipira, ia até a roça visitar alguém que morava numa casa de pau-a-pique e via o chão de terra todo varrido – capricho: fazer o melhor na condição que tem enquanto não tem condição de fazer melhor ainda para não ser medíocre. Na roça eu pedia para tomar um gole d’água e a mulher pegava uma canequinha de alumínio toda amassada, mas muito bem areada – passava areia em volta. ‘Ah, mas já é pobre mesmo’ – Êpa – É pobre, mas é limpinho. Tem gente que é pobre e limpinho não é. Isso é medíocre.

Tem gente que é medíocre e sua obra é medíocre: ‘ah, mas do jeito que me pagam; mas eu não tenho condição…’. Há pessoas que em nome da condição, degradam a ação. Ao invés de ter um trabalho que é concomitante, luta para melhorar as condições e vai fazendo o seu melhor com aquelas que tem”. Mario Sergio Cortella

Parecem palavras cruéis, mas nos convidam a refletirmos nossas ações, independente das condições.

Outro assunto que ele trata é sobre a nossa atualização de versão. De que pessoas não envelhecem, mas se atualizam. O raciocínio é tão simples que chega a ser genial:

“Uma pessoa, para que quanto mais vivesse mais velha ficasse, teria de ter nascido pronta e ir se desgastando. Isso não acontece com gente, isso acontece com fogão, com sapato, com geladeira… Eu não nasci pronto e vim me gastando. Eu nasci não pronto e vim me fazendo.”

Quer dizer, um sapato novo é comprado já pronto e está no seu melhor estado. Depois do primeiro uso, ele já não será tão bom quanto era antes de ser usado. Ele já vai começar a se desgastar naturalmente com o uso, e talvez você até dê uma topada daquelas e deixe um pedaço dele num buraco qualquer…

Seres humanos não são assim. Nós não nascemos prontos e vamos nos desgastando, nós nascemos não prontos e vamos nos atualizando. Igual aos programas e sistemas de computador. Vira e mexe não temos que atualizá-los? A última versão não é sempre melhor que a anterior? Pois é, isso também acontece comigo e com você.

Você poderia usar sua idade para definir sua versão, por exemplo, tem 50 anos, você deveria estar na sua versão 5.0 e lembrando que no próximo ano, a sua versão 5.1 deve possuir melhorias em relação à anterior.

Sua nova versão já deve não cometer tantos erros, deve ter mais conhecimento e estar mais capacitada para uma série de coisas. Deve estar fortalecida na guerra contra os vícios morais.

Não seja velho, seja atualizado. Esteja na sua melhor versão e se preocupando com as melhorias necessárias para a próxima versão.


CONTINUAREI

Continuarei a acreditar, mesmo que todos percam a esperança.

Continuarei a amar, ainda que os outros destilem ódio.

Continuarei a construir, ainda que os outros destruam.

Continuarei a falar de Paz, ainda que no meio de uma guerra.

Continuarei a iluminar, mesmo no meio da escuridão.

Continuarei a semear, ainda que os outros pisem a colheita.

E continuarei a gritar, ainda que os outros se calem.

E desenharei sorrisos, nos rostos com lágrimas.

E transmitirei alívio, quando veja a dor.

E oferecerei motivos de alegria, onde só haja tristezas.

Convidarei a caminhar aquele que decidiu parar.

E levantarei os braços, aos que se sentirem exaustos.

Porque no meio da desolação, sempre haverá uma criança que nos olhará, esperançada, querendo algo de nós, e ainda que no meio de uma tormenta, por algum lado sairá o sol e no meio do deserto crescerá uma planta.

Sempre haverá um pássaro que nos cante, uma criança que nos sorria e uma borboleta que nos brinde com a sua beleza.

Mas…se algum dia vires que já não caminho, não sorrio ou me calo, apenas aproxima-te e dá-me um beijo, um abraço ou oferece-me um sorriso, isso será suficiente, pois seguramente me terei esquecido de que a vida me acabrunhou e me surpreendeu por um momento.

Só um gesto teu fará que volte ao meu caminho.

Nunca o esqueças……..


Entendo que a reforma íntima é um movimento da alma, onde na medida que vai acumulando conhecimentos e experiências, opta pelas modificações necessárias à sua felicidade. A doutrina espírita nos oferece valiosos recursos para que isto aconteça pois desenvolve em nós a fé raciocinada, alicerce seguro para que caminhemos com firmeza.

Somos espíritos imperfeitos, encarnados com o objetivo de evoluir.

A modificação de nossos pensamentos é base fundamental para a nossa reforma íntima. Depois, devem ser reformuladas as bases de ação, assim modificando os futuros resultados e nos fazer avançar, conquistando a nossa melhoria em virtudes.

Podemos lembrar Paulo de Tarso, quando nos falava da luta do homem velho com o homem novo. A reforma íntima é reconhecer os erros, despertar para a voz da consciência e travar o Bom Combate.

o combate a qualquer um de nossos vícios: o falar mal, a inveja, os maus pensamentos.

Em verdade, o espírita deve caminhar buscando a elevação, procurando o seu progresso individual e, ao mesmo tempo, criar as condições para que o progresso coletivo se efetue.

Centro Assistencial Portal da Luz

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