Dia das Mães, espiritismo e amor!

Para a doutrina espírita, a maternidade é mais uma demonstração da providência e misericórdia Divina. Experimentando a maternidade, é possível para o espírito participar da obra do Pai celestial, reencontrando desafetos de vidas passadas e realinhando-se com eles ou servindo de suporte para trazer ao mundo seres que contribuirão para o crescimento moral e intelectual desse planeta. Oportunidade máxima de evolução espiritual, aprendendo a amar!

Que as mães se tornem “desnecessárias” com o tempo (frase atribuída ao Dalai Lama). Desnecessária não significa ter deixado de amar. Significa compreender que cada ser tem a sua trajetória e precisa construir o seu próprio caminho, assumindo as suas próprias escolhas. Qualquer que seja a razão para reencarnar como mãe, deve-se lembrar do papel fundamental a ser exercido: contribuir com a formação de seres humanos de BEM, lembrando-lhes sobre a presença de Deus em nós e a imortalidade da alma. Isso, necessariamente, exige que os filhos sejam ensinados a desenvolver autonomia, independência e confiança em si mesmo. Lembremos de Madre Teresa de Calcutá e a sua magnânima sabedoria sobre a maternidade:

“Ensinarás a voar… Mas não voarão o teu voo.

Ensinarás a sonhar… Mas não sonharão o teu sonho.

Ensinarás a viver… Mas não viverão a tua vida.

Ensinarás a cantar… Mas não cantarão a tua canção.

Ensinarás a pensar… Mas não pensarão como tu.

Porém, saberás que cada vez que voem, sonhem, vivam, cantem e pensem… estará a semente do caminho ensinado e aprendido!”

Do ponto de vista espiritual o que significa ser mãe? A Doutrina Espírita esclarece que se trata de um compromisso importante, porque ao gerar um filho assume-se um compromisso perante as Leis de Deus, oferecendo oportunidade para que um espírito por meio da reencarnação possa evoluir, cabendo aos pais o amparo necessário para sua caminhada de novos aprendizados. Mudamos do plano astral para o plano físico por intermédio de um ser que já esteja no plano físico. Somos plantados dentro deste ser e germinamos no seu ventre. E no seu ventre crescemos, nos desenvolvemos, damos forma ao nosso corpo físico utilizando os recursos materiais que chegam até nós pela Mãe, este ser que nos abriga, sustenta e protege.

E quando inauguramos nosso diminuto invólucro de carne na reencarnação que se inicia, contamos com a Mãe para nos nutrir, agasalhar, zelar, velar, desvelar. Contamos com o seu amor, mais do que com o simples instinto ou senso de responsabilidade. Alguém que sabe perdoar infinitamente. Alguém que não enxergasse o mal. Que quisesse ajudar sem exigir pagamento. Que se dispusesse a guardar os meninos, com paciência e ternura, junto do coração. Que tivesse bastante serenidade para repetir incessantemente as pequeninas lições de cada dia. Que pudesse velar, noites e noites, sem reclamação. Que cantarolasse, baixinho, para adormecer os bebês que ainda não podem conversar. Que contasse muitas histórias sobre a vida e sobre o mundo. Que abraçasse e beijasse as crianças doentes. Que lhes ensinasse a dar os primeiros passos. Por esse motivo, nossa Mãezinha é a representante do Divino Amor no mundo, ensinando-nos a ciência do perdão e do carinho, em todos os instantes de nossa jornada na Terra. Se pudermos imitá-la, nos exemplos de bondade e sacrifício que constantemente nos oferece, por certo seremos na vida preciosos auxiliares de Deus.

Francisco Cândido. Pai Nosso. Pelo Espírito Meimei. FEB. Feliz dia das mães!

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É sabido que as religiões cristãs reverenciam, com profunda gratidão, a figura ímpar de Maria de Nazaré.

Sua elevação espiritual sempre foi tida como parâmetro maior, por ter recebido de Deus a missão de ser Mãe do Messias.

Intimamente, trazia o compromisso de colaborar para que o Divino se fizesse Homem entre os homens. Aceitou a tarefa e cumpriu-a de maneira extraordinária.

Quando a dor maior invadiu seu coração, na hora do martírio, exclamou: Meu filho! Meu amado filho! E ouviu a resposta significativa, enquanto Jesus indicava o Apóstolo João: Mãe, eis aí teu filho!

Ela compreendeu que era o momento da renúncia maior da sua alma. Era a lição da família universal colocada em prática pelo filho amado que se fazia substituir pelo amigo querido.

Maria! Alma santificada pela dor, pelo silêncio, pela renúncia, mas essencialmente pelo amor.

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A Doutrina Espírita, através da mediunidade responsável, tem permitido que nos cheguem relatos biográficos de Maria de Nazaré.

Os autores espirituais buscam os dados originais nos arquivos fieis do mundo espiritual.

Foi assim que o Espírito Humberto de Campos nos trouxe, através de Chico Xavier, informações mais detalhadas, além das contidas nos Evangelhos.

Atendendo à promessa que fizera ao Mestre, aos pés da cruz, tão logo pôde, o Apóstolo João foi buscar Maria e a levou a Éfeso, onde residia.

Ali, durante o dia, ele saía para cuidar de seus afazeres e da divulgação da Boa Nova, enquanto Maria passou a atender os caminhantes necessitados.

Com o passar do tempo, aquela casa se tornou um ponto de referência para quem quisesse ouvir falar a respeito de Jesus.

O Apóstolo Lucas, por orientação de Paulo de Tarso, foi até Éfeso. Seu objetivo era entrevistar a Mãe de Jesus, a fim de poder escrever a biografia do Mestre, segundo as suas lembranças.

Idosos, doentes, mães infortunadas a buscavam para serem por ela abençoados.

Sentia-se um pouco mãe daquelas criaturas sofridas, e lhes falava de Jesus e de Seus ensinamentos como uma mãe fala aos seus amores.

Acalmava os corações sofridos com palavras amigas, onde se destacava um quase refrão: Isso também passa.

Certa feita, um doente, sentindo alívio em suas chagas, ao beijar-lhe as mãos, murmurou:

Senhora, sois a Mãe de nosso Mestre e a nossa Mãe Santíssima. Desde então, a sua casa passou a ser conhecida como a casa da Mãe Santíssima.

Um dia, em que a saudade do filho era muito grande, ela atendeu a um peregrino. Com mais intenso sentimento, ela falou daquele Jesus, que se fora da Terra, há alguns anos. E disse da sua imensa saudade. Então, o peregrino retirou o capuz, e com a voz que ela conhecia muito bem, disse: Minha mãe!

Ela se emocionou. O coração começou a bater mais forte. E ele completou: Vim te buscar porque meu Pai quer que sejas, no meu reino, a rainha dos anjos!

Naquela noite, João, retornando das atividades, lhe assistiu aos últimos momentos.

Ela partiu, mansamente. E como uma estrela, de intenso brilho, adentrou a Espiritualidade.

Redação do Momento Espírita, com base nos caps. 2 e 30, do livroBoa Nova, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia  de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

Em toda mãe, há um traço de Maria.

São mães que se desesperam diante de um filho dependente químico. Mães que dormem em frente aos presídios, esperando o horário das visitas. Mães cujos corações se desfazem em saudades do filho que retornou à pátria espiritual.

Mães que se abstêm de horas preciosas de sono a velar o recém-nascido, um filho doente. Ou preocupadas com o filho adolescente que demora no retorno para casa.

Mães que, no silêncio de seus atos, amam sem interesse, que se oferecem em sacríficio, se necessário for, pelo bem-estar dos seus.

Mães que, a exemplo de Maria, sabem servir, se doar, se calar, sabem ouvir. Mães que sempre possuem a palavra precisa, na hora certa e da maneira correta. Mães que, mesmo do outro plano da vida, continuam a zelar e a interceder a Deus pelo filho de seu coração. Mães que fazem do mundo um lugar melhor, embelezando-o com seus gestos de puro amor. Redação do Momento Espírita.

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